Em depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (16), Marcelo Rodrigues Miranda, de 44 anos, contou como foi o dia antes de matar a ex-companheira Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32. Segundo o homem, ele foi a um culto religioso na manhã de domingo (15), acompanhado do filho, horas antes do crime.
De acordo com o investigado, que é evangélico, após sair da igreja, foi para a casa de uma prima, onde consumiu bebida alcoólica. O suspeito disse que ficou abalado ao descobrir que a vítima estava em um relacionamento com outra pessoa.
Segundo ele, a decisão de matá-la quando fosse devolver o filho do casal foi tomada porque Ranielly supostamente enviou mensagens que o inferiorizavam.
A informação foi confirmada por uma prima de Marcelo também em depoimento à Polícia Civil. Segundo a testemunha, ela aconselhou o primo a superar o término, mas ele reclamava que Ranielly fazia chacota dele e dizia não aguentar mais a situação.
Segundo a investigação, Marcelo foi até a casa da vítima com o filho no domingo (15), e após uma discussão a atacou com uma faca na frente da criança. Ele não soube informar quantos golpes deu na vítima, mas afirmou que foram vários.
De acordo com registros policiais, Marcelo Rodrigues acumulava pelo menos nove Boletins de Ocorrência (BOs) por violência doméstica, incluindo o feminicídio. A maioria das ocorrências foi registrada no endereço onde ele matou a vítima.
Ele foi condenado por um dos crimes e estava preso desde 2025. No entanto, a Vara de Violência Doméstica e Família da Comarca de Uberlândia concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, com início do cumprimento da pena em regime aberto.
Marcelo deixou o sistema prisional nove dias antes de cometer o feminicídio. Além disso, o investigado tem antecedentes criminais por furto, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
Fonte: G1 Triângulo Mineiro


Comentários
Postar um comentário