HOJE É ANIVERSÁRIO DO BLOGUEIRO ALAN GONÇALVES: 37 ANOS DE VIDA E UMA HISTÓRIA DE FÉ, LUTA E MILAGRE

 
Hoje, 13 de julho de 2026, completo 37 anos de vida. Mais do que celebrar um aniversário, celebro a graça de estar vivo.

Minha história começou antes mesmo do meu nascimento.

No dia 12 de julho de 1989, minha mãe estava grávida de mim, já com nove meses de gestação, quando foi a um supermercado em Niterói. De repente, o local foi palco de um assalto que terminou em intenso tiroteio entre seguranças e criminosos.

Em meio ao desespero, ela se refugiou em uma valeta de esgoto para tentar sobreviver. Segundo ela sempre me contou, os criminosos chegaram a procurá-la para matá-la como "queima de arquivo". A tragédia só não aconteceu porque eles já estavam sem munição e outra arma falhou.

Ela escapou com vida.

Após o ocorrido, foi levada para um hospital, onde começou a sentir as dores do parto. Porém, acabou sendo informada de que não poderia ser atendida por não ser moradora de Niterói.

No dia seguinte, 13 de julho de 1989, às 10 horas da manhã, ela chegou a Bom Jesus do Itabapoana. Às 14h40, nasci no Hospital São Vicente de Paulo.

Mas o nascimento foi apenas o começo de outra grande batalha.

Eu não chorei ao nascer. Permaneci internado no hospital com diversas complicações de saúde, entre elas sopro no coração, bronquite e outros problemas que colocavam minha vida em risco. O hospital não possuía UTI Neonatal, e uma estrutura improvisada foi montada para tentar salvar minha vida.

Foram meses de luta.

Descobri mais tarde que sou careca porque, devido ao meu estado crítico, o único lugar onde conseguiam encontrar uma veia para administrar soro era na cabeça.

Com o passar dos dias, meu quadro continuava gravíssimo.

Na noite de 11 de outubro de 1989, os médicos disseram à minha família que não havia mais o que fazer. Sem reação, eu estava por um fio, e a equipe médica informou que desligaria os aparelhos da UTI Neonatal improvisada.

Foi então que aconteceu o momento que mudou a minha história.

Ao meio-dia do dia 12 de outubro de 1989, Dia de Nossa Senhora Aparecida, uma cavalgada passou em frente ao Hospital São Vicente de Paulo levando uma imagem peregrina da Padroeira do Brasil em uma carroça.

Minha mãe ajoelhou-se e fez uma promessa.

Pediu a Nossa Senhora Aparecida que intercedesse pela minha vida. Prometeu que, se eu fosse curado, me levaria ao Santuário de Aparecida quando eu completasse 12 anos e que eu distribuiria balas de São Cosme e Damião.

Segundo ela, naquele mesmo dia aconteceu aquilo que todos consideravam impossível.

Depois de quase três meses sem sequer chorar desde o nascimento, eu dei o choro mais forte de todo o hospital.

Médicos, enfermeiros e outras pessoas correram para ver o que havia acontecido. Aquela criança que ninguém acreditava que sairia viva do Hospital São Vicente de Paulo reagia diante dos olhos de todos.

Hoje, 37 anos depois, olho para trás com gratidão.

Independentemente da forma como cada pessoa interpreta essa história, para mim ela sempre será um testemunho do amor incondicional de uma mãe, da força da esperança e da fé que sustentou minha família nos momentos mais difíceis.

Obrigado, meu Deus, por mais um ano de vida.

Obrigado, minha mãe, por nunca desistir de mim.

E obrigado a todos que, de alguma forma, fizeram parte dessa história.

Parabéns para mim pelos meus 37 anos! Toda honra e toda glória sejam dadas a Deus.

Blog Alan Gonçalves

Comentários